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Jardins de Monet: Guia completo para a sua visita com crianças

A nossa visita ao Jardim de Monet, na cidade de Giverny, pertinho de Paris, era o segundo momento mais esperado da nossa passagem pela França (o primeiro era a Torre Eiffel, é claro). A Mariah tinha estudado sobre o artista francês na escola e acabou envolvendo toda a família nesse processo de descoberta. Por esse motivo sou grata até hoje à sua professora, que nos fez querer conhecer ao vivo as belezas que víamos através das pinturas.

Logo que decidimos nosso roteiro, minha primeira providência foi incluir algum material sobre o Monet em nossas leituras pré-viagem. Escolhi um livro muito legal chamado “Linéia no Jardim de Monet”, que conta a experiência de uma menina que foi até o local com o seu avô. A história é uma graça e traz fotos lindas e que nos inspiraram ainda mais. Aliás, essa é uma dica incrível para envolver as crianças no planejamento da viagem.

Livro Linéia no Jardim do Monet

Como chegar ao Jardim de Monet

Depois que comecei a pesquisar sobre o local, a nossa principal dúvida era sobre como ir até o Jardim de Monet. As opções eram diversas: Carro alugado, motorista particular, excursão ou de transporte público. Cada meio de transporte tinha suas vantagens e desvantagens:

  • Carro Alugado: Teríamos autonomia para ir e voltar a hora que quisermos, mas teríamos que fazer a função de levar e trazer o carro na locadora. Orçamos cerca de R$ 300 a diária pela Rental Cars. A estrada era tranquila, com algumas passagens pela beira do Rio Sena e só tinha um pedágio de $2 euros no caminho. Estacionamento gratuito e facilitado na chegada ao destino.
  • Motorista Particular: Ficaria à nossa disposição o dia todo, mas era a mais cara das opções. Cogitei fazer com a Paris Feliz ou França entre amigos, mas acabei nem orçando porque descartamos logo no início.
  • Excursão: Também descartamos logo de cara porque não é a nossa praia essa de ir em grupo e ter horários definidos para fazer o passeio. A duração média do passeio em excursão é de 5 horas e está incluso o translado e o ingresso para entrar na casa. Olhei duas opções de empresa para fazer o trajeto: de ônibus com a Cityrama ($75 euros/adultos e $37,50/de 4 a 17 anos) ou de mini van com a Paris City Vision ($96 euros/adultos e $67,20/de 4 a 17 anos – $161 para família com quatro pessoas). A saída do Museu do Louvre é às 8h15.
  • Transporte público: A maneira mais barata de ir até lá e ainda com a vantagem de vivenciar um pouco da vida local. A desvantagem é que é preciso saber direitinho o trajeto para não se perder ou perder a hora. É necessário pegar um metrô até a estação de trem e depois um ônibus até o destino final.

O transporte escolhido

Estávamos muito indecisos entre alugar um carro ou ir de transporte público até Giverny, onde fica o Jardim de Monet. Acabamos definindo só na véspera que seria legal a gente se arriscar e encarar o transporte público. Assim também seria mais uma oportunidade de mostrar uma realidade diferente para as meninas. Outra variante é que condicionamos a nossa ida até o local em um dia bonito de sol, e indo de transporte público poderíamos encaixar a visita no melhor momento dentro da nossa programação.

Assim fizemos. Um belo dia de sol (precedente de previsão de chuva) e munidos de todas as informações, pegamos um metrô bem pertinho do nosso hotel rumo à estação de trem Gare St. Lazare, que fica no 9º arroundissement. Compramos os ingressos lá na estação mesmo, em um totem de atendimento, e seguimos à procura do nosso portão de embarque.

Metrô para ir ao Jardim do Monet
Tomando café no metrô a caminho da estação de trem
Estação de trem para ir ao jardim do Monet
Procurando nosso portão de embarque na Gare St Lazare

Foi bem fácil. Pegamos um trem de alta velocidade com vagões de dois andares. Nossa partida foi pontualmente às 8h20 e cerca de 50 minutos depois estávamos em Vernon. Saindo da estação já localizamos o ônibus que deveríamos pegar para chegar nos Jardins de Monet, em Giverny. Como muita gente que está no trem vai fazer o mesmo passeio, basta seguir o fluxo que não tem erro.

Ônibus para Giverny

Menos de dez minutos depois chegamos ao caminho que nos levaria à Casa do Monet. Pegamos uma pequena fila para a compra dos ingressos e logo estávamos diante de uma beleza estonteante.

A nossa visita

Falo sem sombra de dúvidas que esse foi um dos passeios mais lindos que já fiz na vida. O local é deslumbrante e transmite uma energia de paz inigualável. Juro que não dá mais vontade de sair dali! Me senti dentro de uma pintura do Monet.

Para você entender um pouco mais do que vimos por lá vou falar sobre a estrutura do lugar. São dois jardins divididos por uma passagem subterrânea: O Jardim das Águas (onde está a famosa Ponte Japonesa) e o Jardim das Flores.

  • Jardim das Águas

Conforme recomendações que li na internet, fomos direto em direção ao segundo jardim para tentar pegar a ponte sem tanto movimento. Porém, acho que todo mundo seguiu o mesmo protocolo porque tinha gente para todo lado por lá. Observamos a paisagem com bastante cuidado para deixar bem registrado na memória e tiramos muitas fotos, claro! O reflexo do lago com a imagem da ponte e das flores é demais! As plantas aquáticas, a variedade de tons de verde nas folhagens… tudo especial demais!

Passagem subterranea do Jardim do Monet
Mel descendo as escadas para acessar a passagem subterrânea entre os dois jardins
Ponte Japonesa no Jardim do Monet
  • Jardim das Flores

Depois passamos novamente pelo túnel e retornamos ao primeiro jardim: o das Flores. Mesmo com bastante gente circulando, o ambiente é magnífico. Dá para entender porque Monet ficava tão inspirado nesse lugar. Cada flor tem uma beleza única, uma cor, uma forma, um cheiro… As meninas também adoraram o passeio. Levamos junto o livro da Lineia e elas ficaram muito empolgadas para encontrar ao vivo as flores que viram nas páginas impressas. Foi uma brincadeira bem legal!

Meninas no Jardim do Monet

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  • A Casa rosa

Para o final deixamos a visita à Casa do Monet. A casa rosa com janelas verdes e um interior bem peculiar não pode ser fotografada, mas pode-se acompanhar algumas imagens através deste site aqui. (Mesmo com essa recomendação de não tirar fotos, algumas pessoas não respeitavam e fotografavam na maior cara de pau! Que gente mais sem educação! Por favor, não façam isso!) O ateliê do artista é o ponto alto do local onde ele viveu. Dá para fazer uma viagem no tempo e imaginar o Monet sentado ali pintando as flores que vê pela janela. Sensacional!

Casa rosa do Monet
Casa rosa do Jardim do Monet

Na saída da casa avistamos uma mulher asiática sentada em um banco e vestindo um traje de época. Não sei se era uma modelo, ou fazia parte de alguma instalação artística da Fundação Monet, mas o fato é que era um cenário divino e parecia mesmo uma obra de arte ao vivo. Não havia quem não se deixasse contagiar por aquela cena!

Mulher asiática no Jardim do Monet
  • Atelier des Nympheas

Na saída do local, uma passada pela loja de lembrancinhas. Na verdade não apenas lembrancinhas, mas verdadeiros presentes! O Atelier des Nympheas tem uma variedade enorme de opções que vão desde canetas a réplicas das obras de Monet. Saímos de lá com vários itens!

LOJA DE LEMBRANÇAS NO Jardim do Monet
Mariah com o retrato de Monet
Mariah realizada posando com um retrato de Claude Monet

Almoço

Ainda extasiados com a beleza do lugar, decidimos ficar mais um pouco respirando aquele ar tão inspirador. Não estava nos planos, mas um restaurante com uma carinha bem aconchegante na frente da Fundação chamou nossa atenção e resolvemos sentar para almoçar.

O Les Nymphéas é um ambiente super agradável, acolhedor e com comida simples e saborosa. Para falar a verdade, acho que foi a melhor refeição que fizemos nessa viagem. Pedimos uma taça de vinho e ficamos ali sentindo o calor do sol batendo no rosto enquanto lutava com o ar friozinho que fazia naquele dia. Viver esse momento sem precisar pagar uma fortuna por isso foi mágico! De verdade!

Restaurante no Jardim do Monet
Les Nympheas no Jardim do Monet

A volta para Paris

Ficamos por ali até próximo do horário de saída do ônibus para começarmos todo o processo de volta. Nosso passeio por lá durou um pouco mais de duas horas. Pegamos o trem das 14h47 e cerca de 16h30 estávamos nos arredores da Torre Eiffel para mais uma visita, desta vez durante o dia, mas esse é assunto para outro post!

Fundação Claude Monet

Claude Monet viveu de 1883 a 1926, ou seja, quarenta e três anos, em sua casa em Giverny. Apaixonado por jardinagem tanto quanto por cores, ele projetou seu jardim de flores e seu jardim aquático como verdadeiras obras. Ao percorrer seu jardim e sua casa, os visitantes sempre sentem a atmosfera que reinava no mestre do impressionismo e se maravilham com os arranjos de flores e os nenúfares que foram suas fontes mais inspiradoras. 

Os Jardins de Monet ficam abertos entre os meses de abril e outubro.

Horário de funcionamento: 9h30 às 18h.

Ingressos: $9,50 euros/adultos e $5,50 euros/maiores de 7 anos. 

Site oficial aqui

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